História da Moda

De: http://modamodamoda.zip.net/

Por: Julia Salgueiro

Idade Contemporânea

* Década de 1960

Os anos de 1960 são marcados por inúmeras mudanças e, conseqüentemente, várias adaptações aos novos tempos. De um modo geral, alguns fatos marcaram esses anos nos quais a juventude se manifestou e se impôs. Foi também o período da conquista espacial: no início da década, astronautas soviéticos voaram para o espaço e no fim do mesmo decênio astronautas norte-americanos pisaram no solo lunar. O mundo espantou-se e encantou-se. Parecia que o futuro era ali e naquele exato momento. A Guerra do Vietnã, por sua vez, fazia-se presente; conflitos raciais nos Estados Unidos também fizeram história; rebeliões estudantis eclodiram em todo o mundo e, com isso, a década foi estruturando-se. Não se pode negar que todos esses acontecimentos citados, além de outros, acabaram influenciando a moda desse período tão significativo e importante para a História do século XX.

Modelos de Pacco Rabane e André Courrèges.A ordem do período era a jovialidade e, na moda, os adolescentes do início da década era aqueles bebês que tinham nascido no pós-Segunda Guerra (o fenômeno do "baby-boom") e que, no fim desta década de 1960 já eram jovens-adultos.

A moda ganhou algumas identidades com relação aos países de sua origem: a francesa sendo um pouco mais sofisticada ao passo que a norte-americana e a inglesa, com maiores semelhanças, sendo mais contestadoras.

De Paris veio a influência de grandes estilistas como André Courrèges (nascido em 1936) e Paco Rabanne (nascido em 1934). O prêt-à-porter já estava mais do que definido e assimilado e a indústria da moda muito bem-estabelecida. A busca pela novidade era frenética e mal se lançava uma idéia para que todos logo aceitassem. As butiques, cada vez em maior número, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, estavam tornando as idéias mais acessíveis financeiramente. Sem dúvida, foi o grande momento de consolidação do prêt-à-porter na moda.

O jeans não pode ser esquecido como a grande afirmação da moda jovem, não só em seus modelos tradicionais como também nos novos, com inúmeras intervenções modernas à sua época.

Com relação aos nomes de moda citados, podemos considerar André Courrèges um dos mais importantes com os seus mini-vestidos e mini-saias, dando à moda o aspecto de dinamismo e modernidade que tanto se exigia neste período, além das suas calças compridas. Pierre Cardin também revolucionou com seus cortes e formas impecáveis em seus looks espaciais de muita inspiração nos aspectos de futuro, em que macacões de malha, calças mais justas e o uso do zíper passavam essa idéia de futuro. Yves Saint-Laurent, que havia lançado em 1958 a linha trapézio, agora, nos anos de 1960, abriu sua própria maison com idéias também inovadoras em suas criações, especialmente o tubinho com desenhos do pintor Mondrian e, no fim da década lançou para as mulheres o conjunto de calça comprida e paletó. Paco Rabanne, outro nome de extrema importância, foi mais inusitado ainda ao trocar o tecido, a linha e a agulha por placas de metal, arame e alicate, sendo carinhosamente chamado por Chanel de "o metalúrgico". Suas inconfundíveis propostas fizeram escola e influenciaram a moda por todo o mundo. De fato, a idéia de futuro foi aspecto generalizado.

Beatles

Da Inglaterra, a influência veio especialmente de Marry Quant (modelo e mais tarde estilista), que difundiu a mini-saia e a meia-calça com o próprio uso e a sua loja "Barzaar" instalada em King´s Road. De Londres, também veio a moda jovem da butique "Biba" de Bárbara Hulanicki, que muito influenciou e, como não pode deixar de ser citado, os Beatles, que também ditaram moda com seus terninhos, cabelos "tijelinha" e modelos coloridos. Com a consolidação da moda hippie e sua associação com a filosofia oriental hindu, eles adotaram, após terem ido à Índia, um visual com características indianas e ajudaram a difundir esse aspecto na moda jovem.

Modelos de Marry Quant.

Da Itália, a grande referência foi Emilia Pucci, que além de trabalhar as formas mais justas em tubinhos, "body-suits" e meias, deixou sua identidade maior na estamparia geométrica curvilínea ultracolorida, sendo admirado e copiado no mundo todo.

O aspecto do psicodelismo mediante materiais novos como o plástico e o acrílico, além das estampas multicolores, fez-se presente tanto nas artes gráficas como na moda.

Roy Lichtenstein

Os movimentos da Pop Art e da Op Art contribuíram para a ornamentação das roupas na estamparia. A Pop Art privilegiava rostos famosos, produtos de consumo popular, histórias em quadrinhos etc., em interpretações dos trabalhos de Andy Warhol (1930-1987) e Roy Lichtenstein (nascido em 1923); e a Op Art evidenciava os efeitos óticos geométricos, fossem coloridos ou preto e branco, de Victor Vasarely.

Victor Vasarely

 

Dos Estados Unidos, o visual de contestação dos jovens manifestou-se em uma espécie de popularização na maneira de se vestir, isto é, adotando até mesmo um aspecto mais pobre, especialmente os estudantes. A rebeldia foi a ordem da época e a semelhança das roupas impedia classificar as pessoas em diferentes classes sociais. Esses jovens se rebelavam contra a vida de seus respectivos pais, contestando-os e agredindo-os com um visual inusitado. Eram os hippies que se posicionavam por meio de suas roupas despreocupadas, desleixadas, com detalhes artesanais, patchwork (retalhos de tecidos costurados), bordados, aplicações e bijuterias populares, além das saias longas de crepe indiano para as mulheres e a calça "boca-de-sino" ou "pata-de-elefante" para ambos os sexos. Cabelos longos e despenteados também foram usados tanto por homens quanto por mulheres.

Hippies

A onda da moda norte-americana estava de fato desencadeada e impossibilitada de ser freada, delineando toda uma atitude para modos e modas do início dos anos de 1970.



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Chesller Moreira

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