A polêmica das sandálias de dedo

 

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Ontem uma das matérias do Fantástico fez uma pesquisa e falava a respeito das sandálias de dedo. Elas agora viraram febre entre os chiques que até as distribui como lembrança de casamento ou aniversário. E a questão era se ela realmente pode ser usada em todo lugar e qualquer tipo de ocasião.
O público de casa respondia por telefone e um teste prático tentava ver se um cara bem vestido e de sandálias de dedo conseguiria entrar em boites e restaurantes classe A.

Aí eu pergunto. O que é chique? Qualquer um pode usar em qualquer lugar? E se Caetano Valoso, por exemplo, resolvesse ir a um restaurante ele ia ser barrado por usar sandálias de dedo e estar fora das normas do lugar?

Havaianas surfUma coisa é ser chique, outra é ter noção e outra bem mais complexa é ter estilo. Mas vai muito além disso...

E você? O que acha das sandálias de dedo? Dá pra usar em qualquer lugar?

 
 
 
24.06.2007
A polêmica do chinelo
 
Esta semana, no Paraná, um juiz do trabalho cancelou uma audiência porque uma das partes - um trabalhador rural desempregado - estava calçando um chinelo de dedos. Será que o simples fato de não estar usando um sapato transforma alguém num pé-de-chinelo?


Esta semana, no Paraná, um juiz do trabalho cancelou uma audiência porque uma das partes - um trabalhador rural desempregado - estava calçando um chinelo de dedos. Será que o simples fato de não estar usando um sapato transforma alguém num pé-de-chinelo?

O Fantástico resolveu fazer o teste: em que situações o chinelo é bem-vindo? Em que lugares ele é barrado?

É nos fundos de um lote, em uma pequena casa, que Joani Pereira mora com a família. No dia da audiência no fórum, ele não teve dúvidas: tirou do guarda-roupa a única calça que tem e a melhor camisa. O que nunca imaginou é que o calçado poderia causar tantos problemas. O juiz cancelou a audiência porque ele estava de chinelo de dedo.

"O meu advogado veio e falou que não ia ter audiência, que ia ser remarcada para outro dia por causa do chinelo de dedo", lamenta Joani.

Sapatos, a família tem poucos. Eles ficam guardados dentro de um fogão quebrado.

Esta não foi a primeira vez que o juiz Bento de Azambuja Moreira adiou sessões porque não gostou das roupas ou dos calçados que as pessoas usavam. "Quando se vem a uma audiência, não se está indo a um jogo de futebol nem ao bar da esquina. É um ato solene perante o poder judiciário", rebate o juiz.

De acordo com o presidente da OAB, em Cascavel, cidade a 500 quilômetros de Curitiba, não existe lei que indique qual roupa ou qual o calçado uma pessoa deve usar para participar de uma audiência.

"Você imagina uma pessoa desempregada, sem salário, sem ter dinheiro para colocar em casa, que vai buscar seus direitos na Justiça do Trabalho e um magistrado diz para ela esperar mais quatro meses porque a sandália não é compatível com a dignidade do Judiciário. E onde fica a dignidade da pessoa?", pergunta Luciano Braga Cortes.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 9 de agosto. Quase dois meses de espera para mais uma vez ficar frente a frente com o juiz. Ironia ou não, Temis, a deusa da Justiça, sempre é representada com os olhos vendados, para demonstrar a imparcialidade. E com os pés descalços.

O Fantástico saiu às ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro para conferir: chinelo merece passe-livre ou deve ser banido do convívio social?

O Thiago vai tentar entrar de chinelos em algumas casas noturnas. Na fila de entrada, está todo mundo arrumadinho. Ele entra e fica muito à vontade.

Segunda casa. O Thiago já está na portaria. Já nesta não deu certo.

"Não pode entrar de chinelo?", pergunta Thiago.

"Infelizmente, não", diz o segurança na porta.

"Mas é norma da casa?", pergunta Thiago.

"É norma da casa, desde quando inaugurou", explica o segurança.

Mas ele não desanima e já parte para outra.

"Posso entrar?", pergunta o ator.

"Está com o nome na lista?"

"Não, quanto é?"

"R$ 30."

Ele entra, mas a brincadeira acaba logo, quando o segurança olha para os pés de Thiago.

No Rio de Janeiro, o ator Pablo Falcão vai tentar entrar no tradicionalíssimo Teatro Municipal. Passa pelo porteiro, entrega o ingresso. E entra! Cercado de bronzes, mármores italianos e de chinelinho de dedo.

Agora, um restaurante muito conceituado e caro. Olha só: entrou tranqüilamente.

Segundo restaurante. O porteiro cumprimenta, mas olha logo para os pés. Não deu outra:

"Não atendemos assim de sandália, não", explica o porteiro.

"Mas por quê?", pergunta Pablo.

"Porque é norma da casa", explica o porteiro.

Ele pede pra falar com o maître, mas não tem jeito:

"Vai ter que ir em casa, botar um sapato, ou na loja comprar um sapato", diz Orlando Braga, o maître.

"Vai sair caro esse almoço, hein?, pergunta Pablo"

"Bem caro", diz o maître.

A nossa consultora de etiqueta, o que será que ela diz dos chinelos de dedos? No caso do trabalhador rural Joanir Pereira, Glorinha Khalil acha que o juiz exagerou porque é um caso excepcional. Mas quando se trata de uma opção:

"Se todas as vezes que você for a um local muito formal, que você for a um restaurante muito chique, a um teatro, não é um lugar adequado. Tem hora para tudo, inclusive para usar chinelo", explica Glorinha Khalil.

Fonte:http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1571820-4005-692981-0-24062007,00.html

O que vocês acham sobre o assunto em questão?

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