Historia da Moda

Década de 1990

NirvanaA queda do muro de Berlim, em 1989, representou para a moda o fim de determinadas barreiras e preconceitos no vestir e o aparecimento de uma grande liberdade de se expressar visualmente: é o conceito que vai definir a moda na década de 1990.

O conceito de "tribos urbanas", forte no anos de 1980, teve sua seqüência no início dos anos de 1990. A moda grunge, de influência vinda de Seattle (EUA), marcou o modo de vestir dos jovens que aderiram ao estilo descontraído de peças sobrepostas, roupas oversized (acima do tamanho) e a cultuada camisa de flanela xadrez amarrada à cintura.

Drag QueensTambém entraram em evidência clubbers, drag queens, cybers, ravers entre outros grupos e a ordem foi a moda jovem, ousada e irreverente. Todavia, essa dinâmica de fidelidade ao estilo das tribos de moda ganhou agora uma nova dimensão de influência de umas às outras, a ponto das mesmas se misturarem e não haver mais a característica de ser fiel a uma única identidade visual e ideológica. Contudo, foi com o conceito de "supermercado de estilos" que a moda dos anos de 1990 passou a ter sua própria identidade quando mesclou informações e influências de diversas fontes.

StreetwearNos anos de 1970, a moda comportou-se como um grande diferenciador na escala social; já nos anos de 1980, o aspecto de individualismo consagrou-se com a fidelidade da pessoa à sua tribo, sem receber influências de outras ideologias contemporâneas à sua. Sendo assim, com a evolução de conceitos e valores, a moda dos anos de 1990 adquiriu o caráter de mistura, e foi uma verdadeira esponja que absorveu diversas referências vindas das mais distintas realidades, e todas juntas formaram uma nova proposta. A falta de identidade passou a ser a própria identidade. Foi uma espécie de liquidificador de aspectos visuais; e a liberdade de vestir passou a ser muito grande. É a metáfora da globalização na moda; é onde quero chegar quando cito a queda do Muro de Berlim e a reunificação das Alemanhas em 1990 e, obviamente, a união e aceitação de pessoas, conceitos, valores e culturas.

Desde o término da Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje, não se pode desvincular comportamento e moda jovens das influências musicais. O espaço adquirido pelo streetwear, recebendo e passando informações na e da rua, solidificou-se na moda nos anos de 1990. E o sportswear também fez escola.

Gianni VersaceO "desconstrutivismo" foi a outra idéia desenvolvida nos anos de 1990, surgida especialmente com a influência dos estilistas belgas na moda, tendo o nome de Martin Margiela na linha de frente da formação desse conceito. Foi uma espécie de evolução da reciclagem tão em voga na moda no fim dos anos de 1980 e início dos anos 90, e do ponto de vista comercial e popular, esse conceito transformou-se em bainha desfiada e overlock aparente.

A moda italiana ganhou novas dimensões, especialmente com o nome Gianni Versace, que tornou-se um ícone fashion mundial com seus dourados, suas estampas arrojadas e muita sensualidade. Posteriormente, após sua morte prematura, seu irmão Donatella Versace assumiu a criação da marca.

Galliano para DiorInúmeros outros fatores se fizeram presentes e contribuíram para a moda dos anos de 1990, embora a característica de rejuvenescimento tenha sido e é uma constante. A idéia partiu dos anos de 1980 com a marca Chanel quando houve a contratação de Karl Lagerfeld para criar as respectivas coleções. Percebera que funcionou e outros vão atrás contratando novos talentos para dar uma cara nova às marcas já consagradas. Aconteceu o mesmo com as casas Dior, Givenchy, Prada, Gucci, Saint-Laurent, Kenzo, entre outras. Com isso, a moda, especialmente a alta-costura, ganhou uma nova posição de prestígio.

 

Surgiram os novos profissionais da moda que são verdadeiros criadores de conceitos, idéias e principalmente imagens. Aí estava um chavão para decifrar a moda de fins dos anos de 1990 e da atualidade: a imagem, na maioria das vezes, era, e ainda é, mais importante que o próprio produto. Costumava-se vender um conceito, seja da marca ou de uma coleção mediante imagens, às vezes sem aparecer a roupa e o consumidor se convencia que não podia viver sem tais referências.

Além do estilista propriamente dito, surgiu o "stylist" para pesquisar e orientar todo o desenvolvimento de idéias e conseqüentemente de produtos. O fotógrafo de moda também ganhou status criando com as lentes e seu imaginário, seja aparentemente real, ou especialmente surreal.

Essa posição de prestígio e de status social que a moda desejou adquirir a qualquer custo, vai ser tão significativa que ela quis se transformar em arte no que diz respeito ao aspecto deTecidos inteligentes transgressão. E realmente adquiriu o status de arte numa sociedade de consumo, e mesmo tendo a característica da efemeridade, ela conseguiu se impor.

A microfibra da década anterior evoluiu. Foram desenvolvidos tecidos com alta "performance tecnológica", podendo responder a diversos anseios do dia-a-dia. Foram os chamados "tecidos inteligentes". O futuro tinha chegado. Isso realmente pôde ser considerado novo e não apenas uma novidade na moda.

Cindy CrawfordO status era tão grande e quem fazia e divulgava a moda galgava também o patamar de prestígio, respeito e sofisticação. Foi o que aconteceu com as manequins que divulgavam o trabalho dos criadores. A idéia da super modelo começou ainda nos anos de 1980 com Inês de La Fressange para a Casa Chanel e nos anos de 1990, algumas outras, como Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Linda Evagelista, Christy Turlington, Naomi Campbell, Kate Moss, Amber Valetta e, mais adiante, a brasileira Gisele Bündchen adquiriram a posição de super modelos: são as famosas "top-models" internacionais.

A mania por modelos, bem como a proliferação desmedida das colunas sociais, está ancorada na obsessão mais geral da sociedade contemporânea pela celebridade, pela fama fácil, pela desesperada busca de visibilidade e de, finalmente ter a ilusão de "ser alguém"

No Brasil, a moda ganhou nova e prestigiada posição. A temática nacionalista, sem ser folclórica e sendo moderna, adquiriu espaço e teve muita aceitação. Estilistas e modelos brasileiras forem reconhecidos não só nacionalmente como também no exterior.

São Paulo Fashion WeekSurgiram os grandes desfiles, descobrindo e promovendo talentos como Phytoervas Fashion, Morumbi Fashion Brasil que rapidamente se consolidaram, sendo realizados duas vezes por ano para lançamento das respectivas coleções de inverno e verão e que, em janeiro de 2001, recebeu novo formato com o nome de São Paulo Fashion Week.

Em Recife, o Recife Fashion, promovido por um grande shopping da cidade, também começa a crescer e passa a fazer parte do circuito de desfiles nacionais.


Lee® promove um grande evento social contra o câncer de mama

Lee National Denim Day® é um grande evento social que tem como objetivo levantar fundos para a luta contra o câncer de mama. Em seu 12º ano, o evento continua a parceria com a Women's Cancer Programs of EIF e beneficiará a revolucionária pesquisa de detecção precoce e tratamento do câncer de mama, além do serviço comunitário de educação de prevenção à doença.

Todo ano, a Lee Jeans convida pessoas, empresas e organizações americanas que disponibilizam seus funcionários e membros para participar do Lee National Denim Day® e ajudar na ação arrecadando US$5 de cada pessoa para o Women´s Cancer Programs of EIF (sempre vestindo seus jeans favoritos). Desde 1996, mais de $66 milhões foram arrecadados para a luta contra o câncer de mama, além de conseguir conscientizar as pessoas da doença e da importância da detecção precoce.

As empresa participantes possuem um coordenador para o Lee National Denim Day®, geralmente algum professional dos Recursos Humanos, que concorda em coordenar o evento para sua empresa. A Lee Jeans envia o material para cada empresa registrada (o registro deve ser feito on-line) e lança um curto espaço de tempo para que o coordenador promova o evento, distribua os materiais e colete donativos.

A Lee Jeans pedirá para os americanos vestirem Denim no dia 5 de outubro, todos com a esperança de realizar pesquisas significativas para, no final, encontrar a cura do câncer de mama e eliminá-lo de nossas vidas.

A Lee National Denim Day® é um evento social fácil de implementar e um jeito ótimo de fazer um grupo se envolver numa boa causa.

Para informações mais detalhadas, inclusive de como efetuar doações aqui do Brasil, acesse: www.denimday.com (em inglês).


Sobre o Lee National Denim Day®

Desde 1996, o Lee National Denim Day® aderiu a uma simples filosofia: "one day, one cause, one cure" ("um dia, uma causa, uma cura"). Desde então, esta filosofia se tornou um mantra para milhões de pessoas e tem causado um impacto nunca antes sonhado pela Lee® Jeans.

Para o primeiro Lee National Denim Day®, a Lee® Jeans estabeleceu uma meta de faturamento no valor de US$1 milhão. Para atingi-la, a Lee® convidou empresas para participarem do evento social, deixando seus funcionários usarem jeans durante o trabalho no dia, em troca de US$5 de contribuição voltado para a luta contra o câncer de mama. O conceito atrás do programa foi simples – convencendo pessoas suficientes para dar o primeiro passo, juntos eles alcançariam um resultado inacreditável.

A resposta para o programa inaugural do Lee National Denim Day foi surpreendente. Aquele ano, mais de 3,000 companhias aceitaram participar, arrecadando US$1,4 milhão pela luta contra o câncer. A resposta para o Lee National Denim Day continua crescendo e impressionando a Lee Jeans e as milhões de pessoas que participam.

Fonte: Guia JeansWear





 


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Chesller Moreira

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