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Alcino Leite Neto -
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Contra a corrente
Ex-estilista da Maria Bonita Extra, Andrea Marques abre sua primeira loja no Rio de Janeiro e diz que quer ser pequena e independente
"Estou começando uma nova história", diz a estilista Andrea Marques, enquanto anda pela deliciosa rua Garcia D'Ávila, em Ipanema, no Rio de Janeiro.
No número 149, ela pára. Sobe uma escada. Ali fica a primeira loja da grife que leva o seu próprio nome.
Andrea é uma das designers de roupas mais talentosas do país, com um feeling impressionante a respeito do que as mulheres querem vestir, aqui e agora. Durante 14 anos, foi responsável pelo sucesso da Maria Bonita Extra. No ano passado, resolveu deixar a grife e criar a sua própria marca. Abriu um pequeno ateliê no bairro Horto e prepara-se para inaugurar, no próximo dia 26, a sua pequena loja de 37 m2.
"É tudo pequeno, o ateliê, a loja... Não tenho a ansiedade de fazer um grande negócio, quero algo menor e mais íntimo, mas que tenha qualidade, força e consistência", afirma.
Nestes tempos de novos business na moda brasileira, com estilistas e investidores negociando marcas e nomes e sonhando com cifras astronômicas, Andrea está fazendo um caminho inverso. Vale a pena acompanhar a sua história.
Acostumada a criar em torno de 500 peças nas coleções da Maria Bonita Extra, ela agora não precisou fazer mais que 120 modelos para a temporada de inverno da sua grife. Também desenhou duas bolsas, quatro sapatos, cintos e bijoux.
Andrea mostra algumas roupas da nova coleção, inspirada em ícones britânicos dos anos 70 e 80. As peças são delicadas e ao mesmo tempo fortes, com um primoroso acabamento.
O trabalho de alfaiataria se destaca, como nos vestidos xadrezes de tricoline. Abotoamento de uniformes e outras referências do guarda-roupa masculino convivem com detalhes românticos e silhuetas superfemininas. "Não é uma roupa para adolescentes, é para mulheres maduras, seguras de si", define Andrea, 38, casada e sem filhos.
Também aqui, ela vai na contracorrente. "O Brasil é um país jovem, e a maioria dos consumidores são jovens. É natural que muitas grifes se concentrem nesse público. Mas, eu, quando crio, não penso se vou agradar "x" ou "y". O que me interessa é que as pessoas se identifiquem com aquilo que eu faço", diz.
As roupas de Andrea Marques custam entre R$ 700 e R$ 3.500. Exceto em São Paulo, podem ser encontradas em multimarcas de várias cidades brasileiras. "Em São Paulo, quero abrir uma loja. Por enquanto, as paulistas terão que vir ao Rio, caso queiram comprá-las", brinca.
Na sua pequena loja, Andrea resume assim a sua nova história: "É um momento luxuoso para mim. Luxo hoje é você poder fazer o que quer, de maneira independente".


ANDREA MARQUES
R. Garcia D'Ávila, 149, sobreloja, Ipanema, Rio de Janeiro. Onde encontrar em outras cidades: em Belo Horizonte, na Barbara Bela e na Lulu; em Brasília, na Magrela; em Salvador, no Galpão do Estilo; em Porto Alegre, na Twin Set.
Saída da Colcci não prejudica Fashion Rio, afirma diretora
Depois de adquirir a Forum e a Triton -duas das principais grifes paulistas-, o grupo catarinense AMC Têxtil anunciou nesta semana que a Colcci, a principal marca da empresa, não vai mais desfilar no Fashion Rio e passará a se apresentar na São Paulo Fashion Week.
A decisão da Colcci desfalca o evento carioca de seu maior atrativo midiático: a megatop Gisele Bündchen, que é modelo exclusivo da grife no Brasil e vai estar no próximo desfile em São Paulo, em junho.
Para a diretora do Fashion Rio, Eloysa Simão, o impacto da mudança será, no entanto, pequeno. "Adoro Gisele, mas a decisão não nos trará nenhum prejuízo", diz ela. "O que traz os patrocinadores e a mídia internacional, cada vez em maior número, ao Fashion Rio é o link que estamos fazendo entre moda e negócios, e a importância desses negócios para o Rio de Janeiro e o Brasil."
Para Eloysa, o "glamour" que Gisele trazia ao Fashion Rio será compensado nesta temporada por "muitas novidades" que as marcas do evento estão preparando para os seus desfiles e que devem ser anunciadas na semana que vem.
A AMC Têxtil justificou a mudança como parte de "um novo posicionamento da grife no mercado, no qual São Paulo terá um grande destaque".
A saída da Colcci é a segunda grande perda do line-up do Fashion Rio em menos de um ano. Em janeiro, a grife carioca Animale também se mudou para o evento paulista.
Os desfiles da temporada primavera-verão 2009 do Fashion Rio acontecerão entre 7 e 13 de junho. Os da SPFW, entre 17 e 23 de junho. Além da Colcci, outras duas grifes farão sua estréia na SPFW: a Maria Garcia -segunda marca da Huis Clos- e a carioca Reserva.
Fast fashion
VERÃO QUENTE
A notícia da transferência da Colcci e de Gisele Bündchen do Fashion Rio para a SP Fashion Week agitou a imprensa fashion brasileira. Como ocorria no Rio, a grife deve capitalizar boa parte da atenção da mídia que cobrirá o evento em São Paulo.

À FRANCESA 1
A Longchamp, tradicional marca francesa de acessórios, inaugura em maio sua primeira loja no Brasil, no shopping Cidade Jardim. O presidente da empresa, Jean Cassegrain, virá para a festa.

À FRANCESA 2
A Lacoste fará o seu primeiro desfile no Brasil na próxima quinta, dia 24, na Oca (parque Ibirapuera). O evento terá a presença do chairman da empresa, Michel Lacoste. A grife vai mostrar a coleção da primavera-verão 2008, exibida em Nova York em setembro do ano passado.

MULHERES REAIS
Assustadas com a baixa auto-estima das mulheres, constatada em pesquisa encomendada pela Dove, esta empresa e a grife Rosa Chá se uniram para fazer um elogio à "mulher real". No lugar de modelos, serão mulheres como Fernanda Young e Domingas Person que desfilarão as peças da coleção de inverno da Rosa Chá, na próxima quarta (dia 23), na Casa de Portugal, em São Paulo.




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