Entrevista

Carlos Tufvesson:    

Foto Divulgação
Estilista
Rio - No dia 5 de junho, o presidente Lula, em um momento histórico, abriu em Brasília a Conferência Nacional de Políticas Publicas GLBT. Ao fim de seu discurso, uma criança abraça o presidente e repete ao microfone "Brasil sem homofobia".

Que lúdico ouvindo isso de uma criança. Dá esperança no futuro! Sinal de que as próximas gerações ao menos estarão crescendo mais livres do preconceito ou do pré conceito.
Cresci escutando a propaganda política de que este é o país do futuro. Bem, o futuro chegou e muitos dos problemas que vários países já resolveram empacam no nosso.

Outro dia, debatendo com um deputado, líder da bancada evangélica, sobre o projeto de união civil que tramita no Congresso sem ir a plenário há exatos 13 anos, vi que sua resistência se baseava no fato de que este projeto poderia permitir a pessoas do mesmo sexo que se cassassem nas Igrejas, mesmo que na redação do projeto não diga isso. Mas sei lá em que se baseia este temor.

Por mais que se explique e que em vários países esta lei tenha sido adotada, ainda existe no inconsciente coletivo a dúvida de enxergar este projeto não como uma reivindicação de direitos civis, mas como um passo para casar numa igreja ou num templo religioso.

Contra-argumentei dizendo que não é de competência do Congresso Nacional legislar sobre o casamento religioso. Caso assim fosse, as igrejas seriam obrigadas por lei a celebrar o segundo casamento, já que a lei do divórcio foi aprovada no nosso país, ou teria de aceitar a separação civil, coisa que em nenhum dos casos se faz.

Ao ouvir esta criança, fiquei de novo com esperanças de que este pode ainda ser o país do futuro.


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