Carteira de k7


Se discos de vinil lembram aos anos 50, fitas cassete são definitivamente ícones dos 80. Tanto para o mundo da música quanto dos computadores pessoais, pois as fitas já eram multimídia, pois podiam tanto tocar um som quanto carregar programas de computador.

Quase um pen drive em slow motion, você tocava a fita e ficava ouvindo estranhos sons de máquina (não muito diferente dos estranhos barulhos da internet em linha discada, referência  mais recente que consigo imaginar) para depois de 30 minutos desta opereta alienígena termos um simples software carregado em nossos humildes computadores.
Não posso afirmar que as pessoas esperavam impacientemente pelo advento do driver de leitura de disquetes, mas posso confirmar que as pessoas já estavam sem paciência com os gravadores utilizados nos computadores.
As fitas foram boas companheiras deste Coronel que vos escreve, por 2 motivos principais:
A – Fitas cassetes não tinham agulhas como discos, então as pessoas mais atrapalhadas podiam tocar música sem danificar a mídia.
B – Eram portáteis, podendo se ouvir no carro e na rua em movimento. Coisa impraticável com as ditas "bolachas"de vinil.
Talvez muitos podem afirmar que o aparecimento do CD foi uma solução para diversas demandas de mercado, afinal você tinha uma ótima qualidade de som, mas não tinha que ficar operando algum objeto delicado como uma agulha, conseguiria ouvir em qualquer lugar como os cassetes mas poderia pular diretamente de uma canção para outra. Assim conhecendo a evolução das necessidades não fica difícil entender as soluções da tecnologia.
Imagino o choque de realidade quando meus netos me chamarão de um vovô quadrado por me achar muito moderno enviando e-mails enquanto isso estiver se tornando extinto, imagino o seguinte argumento flutuando no ar:  Poxa Vô ninguém mais usa e-mail, isso é coisa do século passado, manda um holograma pelamordedeus!
Todos tem o direito de se sentirem velhos, passamos quase uma década sem um definição de década em si, nos referindo sobre essa década como o período  dos anos 2000 (tudo com essas casas decimais iniciando com 2 na frente soava como muito avançado no passado). Como se não bastássemos já ficarmos confusos o suficiente deste futuro que sempre nos falarem não ter carros voadores, ainda teremos como agravante entrarmos na década de 10, o que nos remete totalmente ao passado e não ao futuro.
Em vez de entrarmos no futuro de foguetes nos levando para casa os substituímos por carroças. Dá para deixar qualquer dito moderno no chão.
Já havíamos falado sobre disquinhos de vinil com Fido Nesti, agora fitas cassete e em breve há uma certa incógnita pela frente, não pelo que fazer pelos Cds, mas se haverá algum reuso realmente atraente para as fitas de vídeo VHS, que realmente não tinham nenhum apelo estético das alternativas anteriores.
Hoje nossas antigas fitas cassete fariam parte de uma grande compilação de plásticos inúteis se não tivessem uma maravilhosa vantagem: Elas são de bolso! Assim como as nossas carteiras!
Então, porque não utilizar uma como a nossa carteira? Conseguimos assim acabar com aquela bizarra necessidade de termos que ter dinheiro para comprar uma carteira, ou ficar sem grana por ter comprado uma. Façamos em 3 passos:
FIGURA "A"
Abra o cassete, retire o miolo e com um estilete retire todas as rebarbas de encaixe das duas faces da fita.
FIGURA "B"
Peque um pedaço de plástico fino, como de uma pasta escolar, apóie a fita, desenhe a silhueta do cassete e corte. Faça uma para cada lateral.
FIGURA "C"
Costure um zíper de 30 cm em cada pedaço de plástico, agora que você já tem uma bolsinha funcional cole uma lateral da fita em cada plástico.
Agora você pode sacar seu dinheiro sem rolo!
E não faça mais fita!
 
Aloha,
Coronel Von Lehmann
 
Este artigo também esta disponível em uma versão pocket na Revista Pix #25
 
fonte:. http://www.reinoselvagem.com.br


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Chesller Moreira

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