Grupo E-Jovem - Estão matando nossos jovens gays!

GRUPO E-JOVEM

de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados

CNPJ: 08.543.270/0001-50


Estão matando nossos jovens gays!

Às vésperas da comemoração do Dia do Orgulho LGBT, a homofobia mata barbaramente um adolescente de 14 anos

 

Alexandre Thomé Ivo Rojão, o Ilê. 14 anos.

 

O GRUPO E-JOVEM vem, por meio desta carta, fazer um apelo à população brasileira.

 

Que deixemos de lado nossas diferenças, nossos pequenos focos de intolerância, e centremos esforços em exigir uma resposta IMEDIATA do Estado a esta doença social chamada HOMOFOBIA - a violência dirigida a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).

 

É inadmissível que jovens de 14 anos saiam de casa para assistir a um jogo de futebol e sejam cruelmente apedrejados, espancados e estrangulados até a morte por puro preconceito. Preconceito de pessoas que se sentem incentivadas a cometer esses atos toda vez que a homossexualidade é atacada como doentia, imoral ou anormal.

 

Alexandre Thomé Ivo Rojão, de 14 ANOS, foi SEQUESTRADO, TORTURADO e MORTO, no bairro da Califórnia, no Município de São Gonçalo, Rio de Janeiro, na madrugada de segunda-feira. Seu corpo foi deixado num terreno baldio.
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O delegado Geraldo Assed, da 72ª DP (Mutuá), suspeita que o crime tenha sido praticado por skinheads e motivado por intolerância a orientação sexual.

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De acordo com a polícia, Alexandre foi torturado com crueldade. No laudo cadavérico consta que ele foi morto por:

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1- asfixia mecânica;


2- enforcado com sua própria camisa;


3- com graves lesões no crânio do adolescente, provavelmente causadas por agressões com pedras, pedaços de madeira e ferro.

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A Justiça decretou nesta quarta-feira a prisão temporária dos três suspeitos. São eles, Eric Boa Hora Bedruim, Alan Siqueira Freitas e André Luiz Cruz Souza, todos de 23 anos, acusados de praticar homicídio duplamente qualificado por motivo torpe. Segundo o delegado os suspeitos pregam na rede social ódio contra homossexuais.

A ausência de lei que criminalize o crime de ódio contra homossexuais é um incentivo para que bárbaros pratiquem crimes brutais como este. Que PESE NA CONSCIÊNCIA dos Senadores da República que se OMITEM e são contrários ao projeto de lei 122/2006 este crime!

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Uma lei penal não muda o pensamento homofóbico de uma sociedade preconceituosa, mas seu caráter punitivo e preventivo, serve ao menos como recado de severa punição pelo Estado para que animais criminosos como estes.

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Ao se negar legislar, se omitindo, o Estado manda recado oposto para esses vândalos.

 

O GRUPO E-JOVEM, que atua há quase 10 anos na defesa dos direitos de jovens LGBT, dá o primeiro passo e publica quais deveriam ser os princípios e as diretrizes norteadoras a uma Segurança Pública integral à população LGBT. A "Carta de Campinas" foi tirada em conferência, com a preença de jovens LGBT de todo o estado de SP, durante o processo da Conferência Nacional de Segurança Pública.

 

O GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados tem sede em Campinas, e atua como uma rede nacional de adolescentes e jovens ativistas no combate ao preconceito e à discriminação, principalmente contra homossexuais e à juventude em geral. Somos mais de 3.500 jovens que atuam em 18 cidades, de 11 Estados. Em Campinas, cerca de 20 jovens são atendidos nessa etapa do projeto, muitos deles em situação de risco e vulnerabilidade.


A próxima segunda, 28, será o Dia do Orgulho LGBT. Será também o sétimo dia da morte do Ilê.

E o Grupo E-Jovem fará na Parada LGBT de Campinas um minuto de silêncio em respeito a morte de mais um adolescente. 


Alexandre Rojão, presente!!

 

Carta de Campinas
Esses foram os sete princípios que devem ser imediatamente abraçados pela Segurança Pública, de acordo com a Juventude LGBT - e as 21 diretrizes para se atingir esse objetivo:

"Nós, adolescentes e jovens do Estado de SP, reunidos em Campinas para a Conferência Livre de Segurança Pública e Juventude LGBT, organizada pelo Grupo E-JOVEM, deliberamos que:
 
PRINCÍPIOS
A Segurança Pública DEVE:
 
Ser menos homofóbica

Ajudar a diminuir a desigualdade social

Ser acessível a todos

Ter trabalhos de conscientização junto à sociedade

Ter um caráter mais preventivo do que corretivo em relação à violência

Capacitar permanentemente seus agentes para que impeçam a prática da homofobia

Mobilizar Guardas Municipais e Policiais Civis e Militares, em geral, em relação aos direitos de proteção dos LGBT

 
DIRETRIZES
Para que isso ocorra, o Estado deve:
 
Articular com os diversos setores do poder público a aprovação do PLC 122/06, que inclui a orientação sexual e a identidade de gênero entre as características protegidas de discriminação;

Realizar palestras e encontros de treinamento para policiais, delegados e demais agentes de segurança pública visando a mudança de mentalidade dos mesmos em relação aos homossexuais;

Investir em recrutamento e seleção de policias, visando identificar personalidades homofóbicas e não efetivando pessoas com esse perfil;

Investir na ampliação e manutenção de rondas comunitárias em locais de freqüência LGBT;

Capacitar policiais para tender de forma igualitária a população, independente de classe social, orientação sexual ou qualquer outra característica;

Financiar cursos de capacitação para agentes de segurança pública, oferecido por ONGs LGBT;

Ter programas que incentivem a aproximação entre policiais e a sociedade, de forma que esses agentes conheçam melhor os membros da comunidade na qual trabalham, fortalecendo a confiança em ambas as partes;

Criar uma Coordenadoria específica para monitorar esse treinamento em Direitos LGBT e o combate à Homofobia dentro dos órgãos de Segurança Pública; 

Mudar a forma de abordagem policial com relação aos LGBT, principalmente às travestis, que só deveriam ser abordadas por policias femininas;

Criar e implantar programs anti-homofobia nas escolas;

Divulgar os direitos da população LGBT nas escolas e dar condições para que os alunos exerçam esses direitos sem homofobia;

Promover, nas escolas, grupos de discussão para formação e informação de jovens que desejem combater a homofobia;

Educar para a segurança, incluindo essa temática no currículo de escolas e faculdades;


Realizar campanhas contra a homofobia na TV e em outras mídias;

Criar uma delegacia especializada para crimes de homofobia e violência contra LGBT;

Convocar pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes para participarem de debates e palestras sobre a população LGBT e o combate à homofobia na comunidade;

Divulgar, através da mídia em geral, nas comunidades e em todo o país, a existência e os trabalhos dos grupos de apoio ao movimento LGBT;

Criar projetos que aumentem e facilitem o contato e aproximação da sociedade com a população LGBT;

Financiar campanhas educativas desenvolvidas por ONGs especializadas em trabalho anti-homofobia;

Implantar programas de geração de renda e inclusão social para pessoas em situação de risco, com ênfase em pessoas que sofrem discriminação em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero, evitando que tais pessoas refugiem-se na criminalidade como meio de vida;

Divulgar maciçamente, na mídia, todos os projetos e ações contra a homofobia desenvolvidos pelo Estado.


Chesller Moreira
Presidente do Grupo E-Jovem

contatos

19.93413764

19.33073764

chesller.m@hotmail.com

presidente@e-jovem.com

site

http://www.e-jovem.com

http://www.grupoe-jovem.blogspot.com





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