Primeira escola gay do Brasil desenvolve cursos livres voltados aos jovens LGBT


Diversidade em sala de aula

Tory Oliveira

 
Alardeada como a primeira "escola gay" do Brasil, a Escola Jovem LGBT quase passa despercebida no pacato bairro residencial em que está instalada, na cidade de Campinas (SP).
A despeito do título adotado, não se trata de uma escola regular, dirigida para o ensino de Matemática, História ou Língua Portuguesa. Dentro da casa de seis cômodos, cerca de 30 jovens LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) participam gratuitamente de aulas de música, teatro e de produção de revistas, todas voltadas para o universo gay.
A ideia nasceu há dez anos, a partir de e-mails trocados pelo fundador, o jornalista Deco Ribeiro, com outros jovens que passavam pelas mesmas angústias que ele.
Hoje com 39 anos, Deco conta que se descobriu homossexual no início da adolescência, aos 13. "Eu achava que era o único gay da minha escola, da minha rua, da minha cidade.
Com a internet, descobri que muitos passavam pelo mesmo que eu", lembra. Com o sucesso da lista de e-mails, que chegou a reunir 4 mil participantes, Deco criou um site para agregar as principais dúvidas e questionamentos dos jovens. Foi quando nasceu o E-Jovem, transformado em 2004 em uma ONG para combater a homofobia.
 
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Chesller Moreira

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