PEDAGOGIA DE CÉLESTIN FREINET



CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO
CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS
PEDAGOGIA DE CÉLESTIN FREINET

São Paulo – SP
Maio/2015
 
Bruna Rodrigues de Lima
Chesller Rodrigues Moreira Ribeiro
Maria Augusta Bodick
Thiago Pedro Silva


PEDAGOGIA DE CÉLESTIN FREINET
Trabalho de pesquisa desenvolvido para a disciplina Fundamentos da Arte Educação Pedagogia de Célestin Freinet do curso de Licenciatura em Artes Visuais do Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo, sob orientação da Prof. Ana Cristina Carvalho
 

INTRODUÇÃO
1- BIOGRAFIA VIDA E OBRA
2- A PEDAGOGIA EM SUA PRÁTICA 
3- O ENSINO DE ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
4-CONSIDERAÇÕES FINAIS
5- REFERENCIAS

INTRODUÇÃO O presente trabalho, realizado no primeiro semestre de 2015 irá falar sobre vida e obra de Célestin Freinet e sua pedagogia aplicada em sua prática e como ela se relaciona com o ensino da arte, que no caso dele era destinada a educação infantil. Bonne lecture.

1 Biografia Vida e Obra

Célestin Freinet nasceu em 1896 em Gars, povoado na região da Provença, sul da França.

Lutou na Primeira Guerra Mundial, em 1914, que lhe trouxe sequelas em seus pulmões para o resto da vida, antes foi pastor de rebanhos e cursou o magistério. Colocou em prática alguns de seus principais experimentos, como a aula-passeio e o livro da vida logo no início de sua carreira como educador na aldeia de Bar-sur-Loup, em 1920. Filiou-se ao Partido Comunista Francês em 1925.

Para desenvolvimento e intercâmbio de novos instrumentos pedagógicos, dois anos depois fundou a Cooperativa do Ensino Leigo.

Casado com Élise Freinet construiu em 1928 uma escola própria em Vence pelo fato de ter sido exonerado do cargo de professor. Liderou em 1956 a vitoriosa campanha 25 Alunos por Classe. Freinet morreu em 1966. 7
 
2 A Pedagogia em sua prática
Buscar entender a teoria que motivou sua criação bem como muitos dos conceitos e atividades escolares que é o caso das aulas-passeio (ou estudos de campo), dos cantinhos pedagógicos e da troca de correspondência entre escolas é importante para observar a sua aplicação integrada entre teoria e prática de sua obra.

Freinet surge historicamente, entre os educadores identificados com a corrente da Escola Nova, que, nas primeiras décadas do século 20, se rebelou contra o ensino tradicionalista, centrado no professor e na cultura enciclopédica, propondo em seu lugar uma educação ativa em torno do aluno. O pedagogo francês somou ao ideário dos escolanovistas uma visão marxista e popular tanto da organização da rede de ensino como do aprendizado em si. "Freinet sempre acreditou que é preciso transformar a escola por dentro, pois é exatamente ali que se manifestam as contradições sociais", diz Rosa Maria Whitaker Sampaio, coordenadora do pólo São Paulo da Federação Internacional dos Movimentos da Escola Moderna (Fimem), que congrega seguidores de Freinet.

Em contraste com outros educadores da época sua luta era defender uma "escola do povo".

Não foi por acaso que Freinet criou uma pedagogia do trabalho. Criar uma atmosfera laboriosa na escola, de modo a estimular as crianças a fazer experiências, procurar respostas para suas necessidades e inquietações, ajudando e sendo ajudadas por seus colegas e buscando no professor alguém que organize o trabalho é um dos deveres do professor, segundo ele.

Outra função primordial do professor, segundo Freinet, é colaborar ao máximo para o êxito de todos os alunos. Diferentemente da maioria dos pedagogos modernos, o educador francês não via valor didático no erro. Ele acreditava que o fracasso desequilibra e desmotiva o aluno, por isso o professor deve ajudá-lo a superar o erro. "Freinet descobriu que a forma mais profunda de aprendizado é o envolvimento afetivo", diz Rosa Sampaio.

Assim a pedagogia de Freinet se fundamenta em quatro eixos: a cooperação (para construir o conhecimento comunitariamente), a comunicação (para formalizá-lo, transmiti-lo e divulgá-lo), a documentação, com o chamado livro da vida (para registro diário dos fatos históricos), e a afetividade (como vínculo entre as pessoas e delas com o conhecimento).

Com o objetivo de criar uma nova educação lançou-se a essa tarefa por considerar a escola de seu tempo uma instituição alienada da vida e da família, feita de dogmas e de acumulação estéril de informação - e, além disso, em geral a serviço apenas das elites. O educador não se opunha, porém, às aulas teóricas.
 
Em um sistema que denominou a "Escola Moderna" estão entre as principais "técnicas Freinet": a correspondência entre escolas (para que os alunos possam não apenas escrever, mas serem lidos), os jornais de classe (mural, falado e impresso), o texto livre (nascido do estímulo para que os alunos registrem por escrito suas ideias, vivências e histórias), a cooperativa escolar, o contato frequente com os pais (Freinet defendia que a escola deveria ser extensão da família) e os planos de trabalho.

O pedagogo era contrário ao uso de manuais em sala de aula, sobretudo as cartilhas, por considerá-los genéricos e alheios às necessidades de expressão das crianças. Para Freinet, todo conhecimento é fruto do que chamou de tateamento experimental - a atividade de formular hipóteses e testar sua validade - e cabe à escola proporcionar essa possibilidade a toda criança.

3 O ensino de Arte na educação infantil
"Assim como a vida e o entorno motivam a expressão escrita, também a expressão artística, ligada à vida, encontrava ali a base de seu ensinamento, em particular a pintura. Os textos eram ilustrados e se multiplicavam os desenhos pela linogravura, um tipo especial de impressão. Pintavam-se grandes quadros, individualmenteou em grupo. Sem dúvida, existia um estilo Freinet para essas produções, conforme se vê em L’Art enfantin, publicação consagrada à arte pictórica e à poesia.
Os desenhos eram muito coloridos e, com frequência, havia até um excesso de tintas. Chegou-se a dizer que esse estilo, bem característico, devia-se a uma manipulação inconsciente, perceptível também na liberdade de expressão oral e escrita. E, com efeito, os métodos Freinet suscitam um estilo de expressão, como o fazem, aliás, os métodos tradicionais de aprendizagem sistemática. Mas as finalidades dos dois tipos de ensino são diversas, pois diversos são os ideais que as inspiram. O perfil da criança vinha a ser outro, portanto, e talvez também o homem futuro. Essa era, pelo menos, a esperança do pedagogo inovador". - FREINET CÉLESTIN, Louis Legrand. Tradução e organização. José Gabriel Perissé.

OFICINAS DE ARTE
1. Sala de impressão e policópia.

 Mesa de composição.

 Mesa de tiragem.

 Prelo.

 Prensa.

 Imprensa.

 Linogravura.

 Limógrafo.

2. Sale de meios audiovisuais (radio/tv, eléctrofone, magnetofone, projecto de imagens fixa e animadas, coleções diversas de filmes e bandas magnéticas, de discos).

 Magnetofone

 Eléctrofone

 B. T. sonora (vistas fixas com discos e livrinhos)

3. Oficina elétrica (‘filicoupeur’, material diverso de montagem, caixas de experiências).

 Alicate

 Caixas de experiências eléctricas.

 S. B. T. de recortes (maquetas diversas)

4. Salas de artes (pinturas C. E. L., cerâmica, tapeçarias, papeis para álbuns e pinturas, etc.).

 Pintura a giz C. E. L.

 Curso de desenho.

 Arte infantil (revista de artes).

 Fornos para cerâmicas.

5. Oficina de marcenaria-serralharia (bancos de ferramentas diversas).

Sala de costura-cozinha (fogão, máquina de costura.)


 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
Por ser um educador altamente politizado, Freinet estava a frente de seu tempo, pois para ele a educação e a vida deveriam estar juntos e fazer sentido. Assim o aprendizado era construído a partir da colheita de questões sociais trazidas, a princípio, pelos seus educandos e despertá-los para uma consciência crítica de seu meio.

Sua teoria pedagógica consistia na valorização do processo, no estímulo a construção de autonomia e produção de conhecimentos trazidos por seus educandos, o espírito colaborativo em vez da competição, a construção de vínculos proporcionando um ambiente agradável, funcional, cheio de afetividade e muito dinâmico. O próprio uso do espaço da sala de aula, das oficinas de Arte ou o ambiente escolar deveria ser atraente, funcional e estimulante, proporcionando ricas experiências.

A aproximação com a família e as questões da comunidade também eram pensadas como estratégias de interação ao processo pedagógico.

Ao final podemos refletir o quanto estas técnicas podem ser adaptadas em nossa educação. A atual sociedade em que vivemos avançou muito em recursos tecnológicos, comparado a época de Freinet, e ainda assim percebemos o quanto o ensino continua distante e no modelo do século passado ou no mesmo ponto ao qual Freinet criticava na escola tradicional. Portanto é muito útil seu pensamento e abordagem pedagógica para os nossos dias.


 
REFERÊNCIAS
AS TÉCNICAS FREINET DA ESCOLA MODERNA, Frenet, Célestin. Técnicas de Educação

FREINET CÉLESTIN, Legrand, Louis. Tradução e organização. José Gabriel Perissé

ACESSADO EM http://revistaescola.abril.com.br/pensadores/

Livros referentes:

Célestin Freinet - Uma Pedagogia de Atividade e Cooperação, Marisa del Cioppo Elias, 112 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2246-5552

Freinet - Evolução Histórica e Atualidades, Rosa Maria Whitaker Ferreira Sampaio, 240 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-161-700

Para uma Escola do Povo, Célestin Freinet, 144 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677

Pedagogia do Bom Senso, Célestin Freinet, 164 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677
 
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