LEVANTES no SESC


Levantes é uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas que nos confronta com essas contradições e com tantas outras mais, contradições para as quais não há palavras de consolo ou gestos de indignação passíveis de substituir a ação comum e solidária. 

Esta exposição no leva a ter um turbilhão de sentimentos que estão presentes de várias maneiras possíveis representando, atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e e mesmo nas revoluções. 

A disposição das obras logo no começo com três lindas imagens fotográficas flutuando no ar nos leva a pensa sobre as forças da natureza, sobre o que nos impulsiona pra cima. E neste mesmo corredor um vídeo com objetos sendo impulsionados com um turbilhão de vento saindo de uma máquina ensurdecedora. 

E por meio de instalações, pinturas, fotografias, documentos, vídeos existem alguns testemunhos sobre fatos e acontecimentos que nos mobiliza a transformar atos e coisas ao nosso redor.

Quem diria que através de filmes contemporâneos, poderíamos ver uma demonstração das múltiplas maneiras de transformar quietude da natureza em movimento, de perceber que a submissão de pessoas pode ser transformado em revolta, e que uma simples renúncia pode alegria expansiva.

Os corredores compridos e altos nos levam a viajar em mundo e pensamentos desconhecidos dentro de nós mesmos através de imagens, vídeos e sons.

foto. @brunart_lima
A exposição é uma proposição do filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman que é um dos grandes intelectuais franceses de sua geração, autor de dezenas de livros, cujas reflexões abrangem desde a filosofia da imagem à história da arte, passando pelo cinema e pela literatura.

A mostra é uma realização da instituição francesa Jeu de Paume e conta, desde sua concepção, com a itinerância para outras cidades, assim como esta que o Sesc Pinheiros recebe.

foto @cheslleribeiro
foto @cheslleribeiro
foto @cheslleribeiro
foto @cheslleribeiro
Para o recorte brasileiro, o curador prevê ainda a inserção de obras que estejam diretamente relacionadas ao contexto do país, objetivando inserir discursos locais fundamentais para a reflexão do assunto. A mostra já esteve em itinerância na cidade de Barcelona e Buenos Aires e logo após São Paulo, seguirá para a cidade do México e Montreal.

QUEM É 
Didi-Huberman?

Georges Didi-Huberman, nascido em 1953, é um filósofo e historiador da arte. Professor-conferencista desde 1990, ensina na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Em 2015, recebeu o prêmio Theodor W. Adorno que reconhece

contribuições excepcionais nos domínios da filosofia, da música, do teatro, do cinema. 


Desde 1982, Georges Didi-Huberman tem em sua bibliografia um conjunto de cinquenta obras e ensaios que mesclam filosofia e história da arte, como O Olho da História, composto de cinco volumes publicados entre 2009 e 2015. Logo após a exposição “Atlas – Como carregar o mundo em suas costas?” apresentada simultaneamente em Madrid, em Karlsruhe e Hamburgo em 2013, foi co-organizador da exposição “Novas histórias de fantasmas” no Palácio de Tokio, em Paris, em fevereiro de 2014, com Arno Gisinger.

fonte. www.sescsp.org.br

Chesller Moreira

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